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O homenageado da vez no Banco de Talentos do SINDPOC carrega a vivacidade da música baiana na alma e na ponta dos dedos. Fred Menendez, investigador de polícia e músico com histórico admirável. Tendo se consolidado na música a partir dos 12 anos, Fred foi discípulo do ilustre Osmar Macedo (da dupla Dodô e Osmar) e com ele aprendeu e manteve viva a arte da guitarra baiana. 

O Osmar Macedo entrou na vida de Fred Menendez na década de 80, quando o então jovem músico de 11 anos foi convidado para ir na casa do parceiro de Dodô e tocar um pouco. Para a sua surpresa, depois de um ou dois encontros, Osmar foi até a casa de Fred e falou com seu pai que gostaria muito que o jovem fosse morar com ele, viver com ele musicalmente. “Ele gostou muito de mim e viu que teria um potencial para dar continuidade aos trabalhos da guitarra baiana e pela minha idade e habilidade com o instrumento a gente começou a realizar.” Conta Fred.

Fred então passou a frequentar regularmente a casa de Osmar Macedo, até que eventualmente foi morar com seu instrutor no caminho das árvores, na alameda das espatódeas. Passava a maior parte do tempo em sua companhia e viajava com Osmar e família nas missões musicais, sempre com o intuito de aprender o que ele tinha para passar.

 

Na imagem: Fred, à esquerda, toca seu bandolim enquanto Osmar toca a guitarra havaiana - Foto do arquivo pessoal de Fred.

 

Paralelamente ao período que foi aluno de Osmar, Fred começou a tocar em diversos trios como o trio comunicação, balancê, amigos da vovó, top 69… Até que, eventualmente, ele mesmo construiu o seu próprio trio, o Rixô Elétrico, que anima os furdunços de Salvador ao lado de Nelson Paraná e o bloco Chucks.

Criador do seu próprio instrumento musical, o Guiban, com dois braços, composto de Bandolim e Guitarra Baiana, Fred trilhou seu próprio caminho na música, não se considera um artista famoso mas conseguiu notoriedade suficiente para construir uma história até mesmo fora do Brasil em importantes festivais de música, como o Ferrara Buskers Festival, o maior e mais importante festival de músicos de Rua da Europa. Mas destaca a importância que a ‘família Dodô e Osmar’ têm na sua vida.

“Eu acredito que tenha sido um bom aluno e o que ele me pediu em vida eu faço hoje, que é dar continuidade aos trabalhos com a guitarra baiana. Meus trabalhos em discos, cds e em shows, todos eles têm um pouco da história desse grupo, que hoje está um pouco esquecido, conhecido como Dodô e Osmar.”

 

A Carreira Policial

“A questão policial veio muito cedo, eu sempre me dediquei ao tiro esportivo. Então eu praticava tiro com o pessoal da polícia militar no clube de Tiro Tiradentes. Era um pessoal da vila militar, aqui perto de casa, e eu comecei a frequentar esse clube por causa de uma amizade e então a coisa foi ficando mais profissional.”

Fred começou a se dedicar cada vez mais ao tiro esportivo, já participou de torneios e treinava em pistas profissionais, até que, por incentivo de amigos, decidiu prestar o concurso da polícia civil.

Fez o concurso para a cidade de juazeiro junto a outros colegas, de lá foi transferido para outros locais, trabalhou no Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP). Hoje trabalha na Segurança Orgânica do departamento de investigação (DIP). Se diz apaixonado pela atividade policial, de estar na rua, fazer abordagens e prisões, principalmente das questões investigativas.

Fred ainda conta que durante a chefia do delegado Jacinto Alberto, ele e o policial Augusto César tiveram a oportunidade de montar a primeira banda da polícia civil da bahia, com a banda, Fred realizou muitas apresentações e se orgulha de ter atingido socialmente a classe policial. Infelizmente, após essa administração, a banda foi encerrada.

“Falar da polícia, para mim, é como falar da música. Estão em uma balança e eu levo os dois muito à sério.”

Já próximo da sua aposentadoria, Fred espera que o futuro da polícia civil esteja encaminhado e nas boas mãos “dessa nova geração” e pretende continuar com seu trabalho artístico, mantendo acesa a chama da música instrumental baiana.

 

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