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Dia do Papiloscopista: Perito aborda sobre a importância da papiloscopia e do retrato falado durante as investigações criminais
- Por Jaqueline Sousa Barreto
- 6 fevereiro 2025 8:51

Dia do Papiloscopista: Perito aborda sobre a importância da papiloscopia e do retrato falado durante as investigações criminais
Nesta quarta-feira (5), celebramos o Dia do Papiloscopista. Para marcar a data, entrevistamos o perito técnico Vilson Costa, lotado no Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia há 18 anos, diretor de comunicação do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc) e do Sindicato dos Peritos em Identificação e Papiloscopia (Sindpep). Durante a entrevista, Costa compartilha suas experiências e esclarece as distinções entre a papiloscopia, baseada na coleta de impressões digitais, e a técnica do retrato falado.
O perito explica que a papiloscopia é um exame que se baseia na comparação de impressões digitais. "O termo deriva das papilas dérmicas — as cristas que formam padrões únicos na pele de cada indivíduo. Durante o processo de emissão de documentos como o Registro Geral (RG), as impressões digitais são coletadas e armazenadas em um banco de dados, cruciais para a identificação civil e criminal ".
Vilson explica que os papiloscopistas são profissionais especializados na identificação humana e utilizam tanto as impressões digitais quanto a representação facial. “Nossas atividades incluem não apenas a coleta de impressões digitais em cenas de crime, mas também a construção de retratos falados, que ajudam na identificação de indivíduos”.
Segundo o perito, a papiloscopia tem um papel fundamental na determinação da autoria de crimes. "Quando um perito coleta uma impressão digital em um local de crime, essa informação é inserida em um sistema que busca correspondências no banco de dados, onde estão registradas as impressões coletadas previamente".
Por outro lado, o retrato falado é uma ferramenta investigativa que visa reduzir o número de suspeitos, mas por ser uma técnica baseada em descrições subjetivas, impede a confirmação de que a imagem gerada realmente corresponde ao indivíduo procurado. "Não podemos esquecer também da importância da necropapiloscopia, responsável pela identificação de 90% dos cadáveres na Bahia", pontua Vilson Costa.