SINDPOC solicita fortalecimento do DEMEP ao Delegado-Geral e à SERIN

A síndrome de Burnout é uma das principais doenças apresentadas pelos policiais civis baianos

Cansaço excessivo, físico e mental, dor de cabeça, alterações no apetite, insônia, dificuldade de concentração, sentimentos de fracasso, de insegurança, de derrota, de incompetência, desejo de manter-se isolado, fadiga, pressão alta, depressão e estresse são os principais sintomas da síndrome de Burnout. Devido ao ritmo de trabalho, às pressões cotidianas e aos diversos casos de assédio moral, policiais civis baianos apresentam, com recorrência, quadros da síndrome  de Burnout.

Um policial que não quer se identificar por medo de represálias, foi vítima de assédio moral ocasionado pelo delegado da unidade em que era lotado. Segundo o servidor, o delegado fazia comentários pejorativos com o objetivo de baixar a autoestima, depreciar a imagem  e a conduta do subordinado hierárquico, além das constantes ameaças que sofria cotidianamente. “Ele tentou me depreciar enquanto profissional e enquanto ser humano. Eu ia trabalhar bem vestido e, mesmo assim, a minha forma de me trajar gerava incômodo nele. Comecei a me isolar,  ficava no meu canto quieto, os outros servidores começaram a se afastar da minha pessoa por medo de serem perseguidos também”,  relata o policial civil, ao salientar que começou a apresentar insônia, depressão e, atualmente, faz uso de medicamentos antidepressivos e é acompanhado pelo psicólogo do Departamento Médico da Polícia Civi (DEMEP).

O Presidente do SINDPOC, Eustácio Lopes, ressalta que o sindicato solicitou ao Delegado-Geral, Bernardino Brito, e à Secretária de Relações Institucionais, Cibele Carvalho, a retomada do tratamento psiquiátrico que, no momento, encontra-se indisponível no Departamento Médico da Polícia Civil e propôs a criação de Postos Médicos Regionais no interior baiano. “O servidor  do interior, que está acometido pela doença, acaba tendo que fazer deslocamentos até Salvador em busca de atendimento médico. Precisamos ampliar os postos médicos para os municípios do Estado  para que o servidor possa fazer o acompanhamento  em um local mais próximo de sua residência e unidade de trabalho”, sugere Lopes.

O dirigente do SINDPOC defende proposta  de afastamento das atividades laborais, durante uma semana, com acompanhamento psicológico aos  policiais que  tenham participado de confrontos diretos  com ocorrência de óbito. “Além de termos apenas um Departamento Médico, em Salvador, ainda  está sem psiquiatra, com uma quantidade insuficiente de profissionais, fato este que está aumentando os casos de adoecimentos dos policiais civis pela síndrome de Burnout”, pontua Eustácio Lopes.

ASCOM SINDPOC