Banco de Talentos: perita técnica é destaque na necropapiloscopia do Estado

O quadro Banco de Talentos do SINDPOC, nesta semana, homenageia uma mulher da Polícia Civil que faz a diferença. Nossa homenageada é a perita técnica Amanda Pereira, 36 anos, lotada no Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Jacobina.

A servidora trabalha com a identificação necropapiloscópica com foco em “cadáveres especiais”, que encontram-se em estágio avançado de putrefação. “Nosso trabalho social consiste em identificarmos  corpos que, muitas vezes, então em  estágio de esqueletização ou putrefeitos, com a pele bem seca ou se desfazendo, para trazermos a dignidade e o conforto aos familiares que poderão enterrar seus entes queridos”, salienta a perita.

A servidora que é casada com o perito técnico Frédson Valois, também lotado no DPT de Jacobina, conta que já presenciou  casos de cadáveres que foram identificados e os familiares não tinham recursos para irem buscar o corpo no DPT.  “Em parceria com a Prefeitura e outras instituições nós conseguimos realizar o sepultamento dessas pessoas e fizemos o registro do óbito”, pontua.

Por incrível que pareça, nossa perita técnica necropapiloscópica possui graduação em Letras com dupla habilitação nas línguas Inglesa e Portuguesa, é graduada em Direito, possui Pós-Graduação em Docência Superior,  em Direito Penal e Direito Processual Penal. Foi nomeada na Polícia Civil, em janeiro de 2007, quando estava na metade do curso de Direito.

Nossa perita técnica que faz a diferença é mãe de um menino de 1 ano e três meses e tem como hobbies viajar, andar a cavalo, conviver com  a família e adora curtir ambientes interioranos

Inspirado no  projeto “Identificação Cidadã:promoção da cidadania e Garantia de Segurança Jurídica à Identificação Civil no Âmbito Carcerário”, que conquistou a terceira classificação no Prêmio Inovare, foi inaugurada a primeira unidade de identificação papiloscópica  do Conjunto Penal de Itabuna(CPI), nesta segunda-feira( 20), fruto de uma parceria do Instituto Pedro Mello com a Secretaria de Administração Penitenciária( SEAP).

O perito papiloscopista explica que  nos presídios brasileiros existe uma dificuldade de documentação dos presidiários. Alberto Durão salienta que, a correta identificação além de ser fundamental para o avanço dos processos criminais, é essencial ao acesso dos presos às diversas políticas públicas do país. 

“A polícia Civil e o DPT estão promovendo cidadania e ressocialização através desse projeto que tem como objetivo fazer uma identificação dos presidiários no nosso país.Não é muito incomum pessoas sendo encarceradas  de forma equivocada porque o Estado não tem a verdadeira noção da identidade das pessoas”,denuncia o perito técnico.

O perito comemora a terceira colocação que o projeto alcançou no concurso Innovare promovido pelo Supremo Tribunal Federal( STF).  “Para nossa surpresa o projeto ficou entre os três melhores do Brasil! É a cidadania dentro dos presídios que queremos efetivar”, frisa, ao ressaltar que o projeto é uma idealização também do perito técnico Matheus Morais e está prevista uma reunião com o Conselho Nacional de Justiça a qual irá avaliar a possibilidade do projeto ser implementado a nível nacional.