logo
logo (71) 3016-4541
logo contato@sindpoc.org.br
Quarta-feira, 15 de Abr de 2020 09:51

Banco de Talentos: Os muitos ritmos de Fred Menendez

O homenageado da vez no Banco de Talentos do SINDPOC carrega a vivacidade da música baiana na alma e na ponta dos dedos. Fred Menendez, investigador de polícia e músico com histórico admirável. Tendo se consolidado na música a partir dos 12 anos, Fred foi discípulo do ilustre Osmar Macedo (da dupla Dodô e Osmar) e com ele aprendeu e manteve viva a arte da guitarra baiana. 

O Osmar Macedo entrou na vida de Fred Menendez na década de 80, quando o então jovem músico de 11 anos foi convidado para ir na casa do parceiro de Dodô e tocar um pouco. Para a sua surpresa, depois de um ou dois encontros, Osmar foi até a casa de Fred e falou com seu pai que gostaria muito que o jovem fosse morar com ele, viver com ele musicalmente. “Ele gostou muito de mim e viu que teria um potencial para dar continuidade aos trabalhos da guitarra baiana e pela minha idade e habilidade com o instrumento a gente começou a realizar.” Conta Fred.

Fred então passou a frequentar regularmente a casa de Osmar Macedo, até que eventualmente foi morar com seu instrutor no caminho das árvores, na alameda das espatódeas. Passava a maior parte do tempo em sua companhia e viajava com Osmar e família nas missões musicais, sempre com o intuito de aprender o que ele tinha para passar.

 

Na imagem: Fred, à esquerda, toca seu bandolim enquanto Osmar toca a guitarra havaiana - Foto do arquivo pessoal de Fred.

 

Paralelamente ao período que foi aluno de Osmar, Fred começou a tocar em diversos trios como o trio comunicação, balancê, amigos da vovó, top 69… Até que, eventualmente, ele mesmo construiu o seu próprio trio, o Rixô Elétrico, que anima os furdunços de Salvador ao lado de Nelson Paraná e o bloco Chucks.

Criador do seu próprio instrumento musical, o Guiban, com dois braços, composto de Bandolim e Guitarra Baiana, Fred trilhou seu próprio caminho na música, não se considera um artista famoso mas conseguiu notoriedade suficiente para construir uma história até mesmo fora do Brasil em importantes festivais de música, como o Ferrara Buskers Festival, o maior e mais importante festival de músicos de Rua da Europa. Mas destaca a importância que a ‘família Dodô e Osmar’ têm na sua vida.

“Eu acredito que tenha sido um bom aluno e o que ele me pediu em vida eu faço hoje, que é dar continuidade aos trabalhos com a guitarra baiana. Meus trabalhos em discos, cds e em shows, todos eles têm um pouco da história desse grupo, que hoje está um pouco esquecido, conhecido como Dodô e Osmar.”

 

A Carreira Policial

“A questão policial veio muito cedo, eu sempre me dediquei ao tiro esportivo. Então eu praticava tiro com o pessoal da polícia militar no clube de Tiro Tiradentes. Era um pessoal da vila militar, aqui perto de casa, e eu comecei a frequentar esse clube por causa de uma amizade e então a coisa foi ficando mais profissional.”

Fred começou a se dedicar cada vez mais ao tiro esportivo, já participou de torneios e treinava em pistas profissionais, até que, por incentivo de amigos, decidiu prestar o concurso da polícia civil.

Fez o concurso para a cidade de juazeiro junto a outros colegas, de lá foi transferido para outros locais, trabalhou no Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP). Hoje trabalha na Segurança Orgânica do departamento de investigação (DIP). Se diz apaixonado pela atividade policial, de estar na rua, fazer abordagens e prisões, principalmente das questões investigativas.

Fred ainda conta que durante a chefia do delegado Jacinto Alberto, ele e o policial Augusto César tiveram a oportunidade de montar a primeira banda da polícia civil da bahia, com a banda, Fred realizou muitas apresentações e se orgulha de ter atingido socialmente a classe policial. Infelizmente, após essa administração, a banda foi encerrada.

“Falar da polícia, para mim, é como falar da música. Estão em uma balança e eu levo os dois muito à sério.”

Já próximo da sua aposentadoria, Fred espera que o futuro da polícia civil esteja encaminhado e nas boas mãos “dessa nova geração” e pretende continuar com seu trabalho artístico, mantendo acesa a chama da música instrumental baiana.

 

Comentários

  • Bela história de vida. Parabéns ao colega. Que a luz e a paz continue brilhando sempre.

    Bom dia! Vejo tais publicações e debato com alguns colegas qual o ganho que o formato desse quadro traz para categoria? Qual a visibilidade q traz para o trabalho desenvolvido por investigadores, escrivães e peritos? Acredito que o caminho seria demonstrar as atividades e como acontece a rotina e ações dos policiais civis! Além de IPC, sou desenhista e projetista, e não preciso expor esse meu trabalho num site institucional, nem falar dos 13 anos como investigadora! O necessário é fazer trabalhos que mostre a população como é realizado nosso trabalho! Pra mim, esses artigos são peças publicitárias para massagear o ego de alguns é fazer média com outros! É só uma crítica propositiva! Afinal sou do interior, votei por Eustácio e os colegas do interior. Por isso estou a vontade pra falar!

    Grande profissional e um parceiro policial exemplar. É uma pena que a instituição não valoriza os seus valorosos parceiros.

    Falar deste ser humano, deste investigador de policia, deste instrumentista, deste amigo ou , deste irmão chamado "Fred Menendez", é muito fácil! Fácil, por ser uma pessoa solicita e autêntica! Um homem que traz em si, uma história repleta de um mosaico de valores nobres que refletem em sua paixão pelo que a Policia Civil e a Música representam em sua vida e trajetória profissional e pessoal ! Conhecê-lo ou conviver com ele se mostra um experiência valorosa. Uma oportunidade evidente para conhecer o bom sentido da amizade e da dedicação ao trabalho! Parabéns pela matéria, Sr. Victor Hugo Menezes. (...)... STx

Adicionar comentário

CADASTRE-SE E RECEBA BOLETIM ELETRÔNICO