Com depressão e sem receber salário, servidor ameaça cometer suicídio

O escrivão encontra-se em quadro grave de depressão e está sem recursos para comprar os remédios que utiliza no tratamento antidepressivo.

O escrivão Adilson Carlos Muniz da Silva, lotado na Delegacia Territorial de Andorinha, denuncia que está há 16 dias sem receber o salário. Ele afirma que já entrou em contato com o RH da Polícia Civil e o setor de Recursos Humanos garantiu que o salário do servidor seria depositado em 13 de setembro. A promessa não foi cumprida e o escrivão continua sem recursos para garantir a sobrevivência e comprar os medicamentos que utiliza no tratamento da depressão, ansiedade e síndrome do pânico, além da alimentação, conta de água, luz, pensão alimentícia e demais despesas familiares.

O escrivão foi diagnosticado com depressão e está afastado das atividades laborais por 120 dias, mediante atestado médico emitido por psiquiatra do Centro de Assistência Psicossocial (CAPS) do Governo do Estado. O Servidor afirma que procurou diversas vezes o Departamento Médico da Polícia Civil (Demep) mas, até o momento, não obteve nenhum retorno. “Não tenho dinheiro nem para comprar meus remédios de depressão! Não posso ficar sem meus remédios! Estou muito nervoso e tendo pensamentos suicidas. Preciso receber o meu salário o mais rápido possível para poder dar continuidade ao meu tratamento”, lamenta o escrivão.

O servidor salienta que o quadro psicológico que enfrenta, atualmente, é resultado de diversos assédios que sofreu dos delegados ao longo da trajetória no funcionalismo público nas unidades onde trabalhou. “Estou debilitado agora por causa desses assédios que eu sofria dos delegados. Esses psicopatas! Eles se acham os donos da Polícia Civil! Eu não denunciava, ia levando com a barriga”, denuncia o escrivão.

O Presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpoc), Eustácio Lopes, afirma que o sistema do RH Bahia sempre apresenta diversos problemas. Segundo o sindicalista, cerca de 30 policiais civis não receberam o salário deste mês e destaca que o sindicato já protocolou diversos ofícios cobrando uma solução junto à Saeb, mas não obteve nenhum retorno. “Os policiais que trabalham em regime de Plantão têm direito a receber dois auxílios- alimentação. Entretanto, estão recebendo apenas um auxílio-alimentação. Estão também com problemas no pagamento das horas extras. Pedimos ao RH Bahia que resolva esses casos e corrija os erros que estão diariamente ocorrendo com o sistema”, pontua Eustácio Lopes.

Doações:

Adilson Carlos Muniz da Silva

Agência 0594-0
conta poupança 51.096-3 / Banco do Brasil
Remanso-BA

Ascom Sindpoc