Banco de Talentos: “O servidor precisa ter um perfil operacional, não pode se acomodar em um trabalho burocrático, não pode ser polícia de gabinete”, afirma Marielza Cavalcante

A escrivã realiza trabalho social no município de Juazeiro

Nossa homenageada desta quarta-feira (7), do quadro Banco de Talentos, é a escrivã Marielza Cavalcante de Macedo, lotada na Delegacia Territorial de Juazeiro, pertencente à 17ª COORPIN.  Nossa servidora tem 21 anos de Polícia Civil, trabalhou  na Delegacia Ambiental de Ilhéus e em algumas cidades do Extremo Sul baiano. Em 2011, ministrou a disciplina de ” Prática Cartorária”  e  ficou responsável pelo estágio de uma turma.

A escrivã e outros servidores do município criaram a Associação dos Policiais Civis do Vale do São Francisco, há cerca de 10 anos, para lutar em defesa das demandas dos policiais civis da Região Norte. “Somos uma equipe! Somos um grupo!  Depois, construímos parcerias com o SINDPOC e começamos a desenvolver trabalhos sociais junto à comunidade, tudo de forma coletiva, em conjunto”, pontua Marielza Cavalcante.

A escrivão destaca a importância da Polícia Civil se aproximar da sociedade, através de projetos sociais que visem promover a inclusão e o bem estar das comunidades carentes. A Associação realiza diversos trabalhos durante o ano, como doação de alimentos à população pobre e campanhas de agasalhos, roupas, materiais de higiene e alimentos, que são doados a abrigos de idosos da região.

“Ao mesmo tempo que levamos alegria aos abrigos, devemos exercer também papel de vigilantes. Nós estamos buscando fazer um trabalho que seja voltado à comunidade, não temos um recorte específico de público-alvo. Quando percebemos algum problema, estamos lá para tentar ajudar”, afirma.

Nossa servidora que faz a diferença ressalta que os policiais devem ser atuantes, precisam  buscar o aperfeiçoamento e a qualificação profissional. “O servidor precisa ter um perfil operacional, não pode se acomodar em um trabalho burocrático, não pode ser polícia de gabinete”, argumenta.

A escrivã salienta que não é uma tarefa fácil ser mãe, mulher e policial. “Tentamos ser boas profissionais e mãe ao mesmo tempo. Não podemos negar a presença do machismo na Polícia Civil! Infelizmente, ainda é muito forte! Acham que a gente não é capaz de executar algumas atribuições internas pelo simples fato de sermos mulheres”, enfatiza a escrivã, que encontra-se em processo de conclusão da graduação em Direito.

Nosso talento da semana é mãe de um casal de adolescentes, está solteira e tem como principais hobbies dançar, frequentar grupos de amigos e praticar  esportes como o muay thai.

ASCOM SINDPOC

Torneio de futebol promove integração entre policiais civis de Juazeiro, Feira de Santana e Salvador

O time da 17 ° COORPIN foi o campeão do torneio triangular

Em parceria com o SINDPOC, evento debate saúde dos trabalhadores da Segurança Pública

A finalidade do projeto consiste em mapear as principais doenças adquiridas durante a atividade laboral

Através de parceria com o SINDPOC, a Associação dos Professores Profissionais (PPI/APLB) realizou, no município de Ilhéus, o primeiro Encontro Estadual da Rede Vida Viva para discutir questões sobre a saúde do trabalhador da Polícia Civil. O encontro reuniu cerca de 20 policiais entre investigadores e escrivães e o objetivo da parceria consiste em mapear as principais doenças ocupacionais que atingem os policiais civis baianos. Além de apontar as causas do adoecimento, o relatório irá propor um plano de ação que será encaminhado ao Delegado-Geral, Bernadino Brito, e à Secretaria de Segurança Pública.

O diretor do SINDPOC, Roberto Cerqueira, destaca que, apesar de ser um projeto piloto, já conseguiu identificar alguns sintomas que são recorrentes entre os policiais civis, como dor na coluna, dor no ombro, depressão, insônia e enxaqueca que são provocados pela carga alta de estresse, sobrecarga de trabalho e casos de assédio moral. ” Aguns policiais, aparentemente, não estão rendendo a contento devido às doenças que são adquiridas durante a labuta cotidiana e as pressões que sofrem no dia dia”, afirma Roberto Cerqueira.

Os servidores que participaram da atividade parabenizaram o Presidente do SINDPOC, Eustácio Lopes, a professora Enilda Mendonça, e o Coordenador Regional, Evy Paternostro, pela iniciativa pioneira no Estado.

O projeto terá uma segunda turma, que será realizada em 05 de setembro, e será organizada uma Comissão que vai ficar responsável em avaliar e apresentar um relatório do mapeamento das doenças ocupacionais dos trabalhadores da Polícia Civil em vários municípios do Estado. A atividade contou com as presenças dos diretores Roberto Cerqueira, Jandira Isabel, Silvestre Ângelo, Kelly Porto, Heloísa Gomes
João Célio Carvalho e José Adriano Nunes.

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