Policiais civis do Complexo dos Barris aderem à campanha do Movimento “Juntos Somos + Fortes”

As entidades entregaram material gráfico e fizeram um trabalho de conscientização sobre o assédio na Polícia Civil baiana

Como mais uma atividade da campanha “Assédio na Polícia Civil Não é Brincadeira! Denuncie!” representantes das entidades que compõem o Movimento “Juntos Somos + Fortes” fizeram uma visita ao Complexo Policial dos Barris, nesta quinta-feira (19), onde apresentaram os objetivos da campanha, explicaram o modus operandi das práticas de assédio, tiraram dúvidas e orientaram os servidores sobre a judicialização das denúncias e os órgãos públicos que devem ser procurados.

Para o advogado Marcelo Duarte, a campanha reforça o comprometimento de todos na luta por um ambiente de trabalho saudável e que garanta dignidade aos profissionais, com o objetivo de chamar atenção dos gestores no que tange ao problema, principalmente, em relação à nova onda de assédio sexual contra as servidoras.

Marcelo Duarte pontua que o ato de criticar constantemente, sobrecarregar o servidor-vítima, passar tarefas humilhantes ou impossíveis de se fazer, ignorá-la deliberadamente, divulgar boatos a seu respeito, falar aos gritos, ameaçar com violência ou dificultar promoções são algumas atitudes que podem configurar assédio moral. ” Em determinadas situações, o assédio pode caracterizar crime se o superior hierárquico com a finalidade de obter favorecimento sexual vier a constranger um subordinado, seja do sexo masculino ou feminino, ou do mesmo sexo. Quem assedia pode responder pelo crime, além de procedimento administrativo disciplinar”, assegura.

Marcelo Duarte ressalta que a campanha “Assédio na Polícia Civil Não é Brincadeira! Denuncie!” irá utilizar vídeos educativos que além de orientar os servidores, vão ajudar a “encorajar” as vítimas para que denunciem os casos de assédio moral ou sexual no trabalho. O advogado sugere que os servidores anotem os detalhes referentes às situações de assédio e guardem gravações, fotos ou documentos que possam servir de provas em procedimentos administrativos ou judiciais, conforme orientação do Ministério Público do Trabalho. “Identificar essas situações e trazer orientações para os associados sobre o que fazer para prevenir ou combater a prática foi uma brilhante estratégia criada pelas entidades que compõem o Movimento Juntos Somos + Fortes! Estão de parabéns pela iniciativa”, elogia Marcelo Duarte. Representantes da Polícia Federal também estiveram presentes ao ato político.

Ascom Movimento Juntos Somos + Fortes

Com depressão e sem receber salário, servidor ameaça cometer suicídio

O escrivão encontra-se em quadro grave de depressão e está sem recursos para comprar os remédios que utiliza no tratamento antidepressivo.

O escrivão Adilson Carlos Muniz da Silva, lotado na Delegacia Territorial de Andorinha, denuncia que está há 16 dias sem receber o salário. Ele afirma que já entrou em contato com o RH da Polícia Civil e o setor de Recursos Humanos garantiu que o salário do servidor seria depositado em 13 de setembro. A promessa não foi cumprida e o escrivão continua sem recursos para garantir a sobrevivência e comprar os medicamentos que utiliza no tratamento da depressão, ansiedade e síndrome do pânico, além da alimentação, conta de água, luz, pensão alimentícia e demais despesas familiares.

O escrivão foi diagnosticado com depressão e está afastado das atividades laborais por 120 dias, mediante atestado médico emitido por psiquiatra do Centro de Assistência Psicossocial (CAPS) do Governo do Estado. O Servidor afirma que procurou diversas vezes o Departamento Médico da Polícia Civil (Demep) mas, até o momento, não obteve nenhum retorno. “Não tenho dinheiro nem para comprar meus remédios de depressão! Não posso ficar sem meus remédios! Estou muito nervoso e tendo pensamentos suicidas. Preciso receber o meu salário o mais rápido possível para poder dar continuidade ao meu tratamento”, lamenta o escrivão.

O servidor salienta que o quadro psicológico que enfrenta, atualmente, é resultado de diversos assédios que sofreu dos delegados ao longo da trajetória no funcionalismo público nas unidades onde trabalhou. “Estou debilitado agora por causa desses assédios que eu sofria dos delegados. Esses psicopatas! Eles se acham os donos da Polícia Civil! Eu não denunciava, ia levando com a barriga”, denuncia o escrivão.

O Presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpoc), Eustácio Lopes, afirma que o sistema do RH Bahia sempre apresenta diversos problemas. Segundo o sindicalista, cerca de 30 policiais civis não receberam o salário deste mês e destaca que o sindicato já protocolou diversos ofícios cobrando uma solução junto à Saeb, mas não obteve nenhum retorno. “Os policiais que trabalham em regime de Plantão têm direito a receber dois auxílios- alimentação. Entretanto, estão recebendo apenas um auxílio-alimentação. Estão também com problemas no pagamento das horas extras. Pedimos ao RH Bahia que resolva esses casos e corrija os erros que estão diariamente ocorrendo com o sistema”, pontua Eustácio Lopes.

Doações:

Adilson Carlos Muniz da Silva

Agência 0594-0
conta poupança 51.096-3 / Banco do Brasil
Remanso-BA

Ascom Sindpoc