Dirigentes sindicais e autoridades participam das comemorações dos 30 anos do Sindpoc

Nas três décadas de atividade, a entidade foi responsável por mobilizar milhares de policiais em prol de demandas da categoria e, consequentemente, da sociedade.

Dirigentes, ex-dirigentes, deputados, vereadores, lideranças sindicais e representantes da categoria marcaram presença, nessa quarta-feira, dia 13, no café da manhã em comemoração aos 30 anos de fundação do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc). O evento foi realizado na sede da entidade, no centro de Salvador.

Fundado em 1989, logo após o fim da ditadura militar, a entidade nasceu da antiga associação de peritos criminais, criada, anos antes, pelo fundador do Sindpoc, Alcindo Anunciação, na esteira da abertura política e promulgação da Constituição Federal de 1988. “O embrião do Sindpoc se deu em torno dos peritos, que, à época, se organizava clandestinamente, já que era proibida a atividade sindical no Brasil, devido ao regime ditatorial”, lembrou Anunciação, durante sua fala.

Nas três décadas de atividade, a entidade foi responsável por mobilizar milhares de policiais em prol de demandas da categoria e, consequentemente, da sociedade. “Quando o Sindpoc se mobiliza, e isso aconteceu nesses trinta anos, está sempre em busca de avanços para nós, trabalhadores, mas que refletem na melhoria dos serviços prestados ao povo”, explica o atual presidente, Eustácio Lopes.

Hoje, a entidade conta com aproximadamente quatro mil sindicalizados e compreende todas as sete carreiras da polícia civil baiana, a exemplo dos peritos, investigadores e delegados. Oferece aos seus filiados serviços como atendimento jurídico gratuito, hospedagem na capital, atividades esportivas e culturais, convênios com universidades, clínicas médicas e outros benefícios.

O deputado estadual Hilton Coelho participou da solenidade e se colocou à disposição da categoria. “Sabemos das dificuldades por que passa a corporação, desde delegacias precárias até a falta de material bélico e viaturas, por isso, tenho colocado meu mandato sempre ao lado do Sindpoc e dos policiais, na luta por melhorias básicas”, afirmou o parlamentar.

Presenças – Marcaram presença nas comemorações, ainda, o ex-presidente do Sindpoc, Marcos Maurício, o deputado estadual Niltinho, os vereadores de Salvador, Marta Rodrigues, Marcos Mendes e Hélio Ferreira, representantes dos sindicatos dos rodoviários, dos agentes penitenciários e dos vigilantes.

Banco de Talentos: defensor da carreira única, policial se destaca na elucidação de homicídios

Além do trabalho policial, Fábio Henrique, integra uma associação que realiza trabalhos sociais em Camacan, sul da Bahia

Quinze anos e meio de Polícia Civil despertaram no investigador Fábio Henrique Viveiros de Carvalho a paixão pelo trabalho investigativo. Natural de Camacan, no sul da Bahia, está lotado, atualmente, na 23ª Delegacia, em Itabela, extremo sul do estado, onde atua há 14 anos.

Com um trabalho focado na resolução de crimes, Fábio Henrique, de 47 anos, comenta que cerca de 60% dos homicídios cometidos no município são elucidados, cenário bastante distante da média baiana.  “Meu lema é investigar, eu gosto desse trabalho e conto com a ajuda especial de gente do bem, que auxilia no trabalho policial. Chamo essas pessoas de “meus colaboradores”, explica Fábio.

Em 2014, decidiu dar continuidade aos estudos e hoje, Bacharelando em Direito, tem como objetivo principal ingressar na carreira de Delegado de Polícia. “Nos últimos meses, tomei conhecimento da bandeira da Carreira Única de Policia Civil, através do Sindpoc”.

O investigador defende essa idéia e acredita na reestruturação da corporação com visão no futuro, motivando o policial a permanecer na instituição e a se aprimorar cada vez mais. “Infelizmente, devido à precariedade de nossa corporação, contra a qual temos lutado incansavelmente, há policiais que já atuam em funções diferentes das suas, muitas vezes até mesmo para não ver o trabalho travado, então nada mais justo que unificarmos de vez as carreiras”, defende.

Além de ser destaque na elucidação de homicídio, o investigador Fábio Henrique faz parte de uma associação, localizada no distrito de São João do Panelinha, em Camacan. A entidade desenvolve dois projetos: “Criança Feliz”, que realiza a entrega de brinquedos e lanches no dia das crianças; e o “Natal sem Fome”, realizado antes do dia 25 de dezembro, com distribuições de cestas básicas.