Banco de Talentos: “ o escrivão precisa ter a malícia”, afirma o escrivão Ernando Evangelista

Com pedido de aposentadoria em andamento, o servidor frisa a importância do trabalho que desenvolve como escrivão e destaca as habilidades que foram desenvolvidas ao longo dos 30 anos de serviço na Polícia Civil

Com pedido de aposentadoria em andamento, o servidor frisa a importância do trabalho que desenvolve como escrivão e destaca as habilidades que foram desenvolvidas ao longo dos 30 anos de serviço na Polícia Civil

Nosso homenageado do quadro Banco de Talentos, desta quarta-feira (16), é o escrivão Ernando Evangelista, 57 anos. O servidor atua há 30 anos na Polícia Civil e, atualmente, está lotado no Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), da capital baiana.

Em três décadas trabalhando como escrivão, Ernando aprendeu e desenvolveu diversas habilidades. Após os 30 anos de atividade laboral, consegue identificar quando alguém está mentindo, mas destaca que não dá para ser técnico o tempo todo.

“Tem que ter um pouco da polícia porque o escrivão precisa ter a malícia. Mas a gente aprende a identificar quem está mentindo ou quem não cometeu o crime”, afirma o servidor.

Além das habilidades adquiridas, Ernando diz que o trabalho de escrivão ultrapassa os limites do cargo e tem um pouco de Serviço Social. “Aprendi que nem tudo pode ser levado a ponta de faca. A gente aprende a compreender os motivos que levaram determinada pessoa a cometer um crime, não digo os mais graves, mas alguns eu compreendo. Muitas vezes a pessoa aparece para registrar uma queixa, mas, no final das contas, ela só quer alguém para desabafar. Isso nós também aprendemos”, pontua.

O escrivão ressalta a relevância do quadro “Banco de Talentos” e salienta “que é uma forma de prestigiar quem deu uma vida inteira sendo servidor da Polícia Civil, principalmente, para quem desempenha a função de escrivão”, ao ressaltar que o cargo poderia ser mais valorizado do ponto de vista financeiro.

“Todo mundo reconhece a importância da figura do escrivão, embora ainda não tenha o reconhecimento salarial que merece. Deveria ter uma gratificação melhor”, frisa Ernando.

O homenageado desta semana é casado, tem dois filhos, gosta de viajar, ama ir à praia, é torcedor do ” Bahia”, e o seu maior hobbie é cultivar hortaliças e plantas.

Já chegou a cursar as graduações de Direito e Economia, de forma simultânea, mas, por causa de problemas pessoais, precisou trancar as duas faculdades na metade da formação.

Nosso talento da semana já fez a solicitação da aposentadoria e aguarda ansioso pelo tão sonhado dia em que vai se aposentar. “Já estou na fila dos futuros aposentados”, brinca o escrivão.

Ascom Sindpoc