Sindpoc participa de discussões sobre reformas da previdência e administrativa em reunião da Cobrapol

Durante os dias de reunião, a dinâmica do trabalho contou com uma comissão com componentes de vários estados e atuação de membros da Feipol-CON, dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc) enviou representantes para mais uma Reunião do Conselho de Entidades e Diretoria Executiva da Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis – COBRAPOL, encerrada nessa terça-feira, dia 3, em Brasília.

De acordo com o presidente do Sindpoc, Eustácio Lopes, a pauta principal do encontro foi a reforma da previdência que, após sua promulgação, passou a avançar também nos Estados, inclusive, em muitos casos, piorando os termos apresentados na proposta aprovada no Congresso Nacional. O diretor regional do Sindpoc em Eunápolis, Agrimaldo Souza, também participou do encontro.

Nessa mesma linha, a reunião discutiu a tramitação da PEC 133/19, conhecida como PEC Paralela, que estende os efeitos da Emenda 103 aos estados, já aprovada no Senado e em tramitação na Câmara Federal.

Durante os dias de reunião, a dinâmica do trabalho contou com uma comissão com componentes de vários estados e atuação de membros da Feipol-CON, dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

O presidente do Sindpoc explica que a comissão definiu o conteúdo de um documento que será encaminhado, em nome da COBRAPOL, a todos os governadores. Nele, será apontada a necessidade de estabelecer aposentadoria e pensão justas aos policiais civis, similares à oferecida aos militares, com paridade, integralidade, pensão com resguardo às famílias dos policiais e uma transição justa, que não puna os servidores que começaram trabalhar mais cedo e estão próximos de concluírem os requisitos para sua aposentadoria.

As deliberações da reunião serão concluídas até a próxima sexta-feira (06) e contarão ainda com a construção de propostas de emendas ao texto da PEC Paralela a ser trabalhada junto aos deputados federais na Câmara. O trabalho terá a participação e coordenação direta do Diretor Jurídico da COBRAPOL e Presidente do Sinpol-RS, Mario Flanir.  

Foram motivos de debate, também, a reforma administrativa e sindical que estão tramitando no Congresso Nacional. A entidade irá atuar para um parecer sobre as propostas em trâmite e a partir daí definir o melhor caminho para atuar nessas questões.

Destaque-se que a Lei Orgânica Nacional continua sendo uma das pautas prioritárias da COBRAPOL e foram tomadas definições importantes que serão levadas a efeitos no início de 2020.

Manifestações – A Cobrapol também deve divulgar, em breve, o calendário de atuação e manifestações das entidades e dos policiais civis de todo o Brasil, que será essencial para o sucesso dos pleitos da categoria.

Banco de Talentos: “ o escrivão precisa ter a malícia”, afirma o escrivão Ernando Evangelista

Com pedido de aposentadoria em andamento, o servidor frisa a importância do trabalho que desenvolve como escrivão e destaca as habilidades que foram desenvolvidas ao longo dos 30 anos de serviço na Polícia Civil

Com pedido de aposentadoria em andamento, o servidor frisa a importância do trabalho que desenvolve como escrivão e destaca as habilidades que foram desenvolvidas ao longo dos 30 anos de serviço na Polícia Civil

Nosso homenageado do quadro Banco de Talentos, desta quarta-feira (16), é o escrivão Ernando Evangelista, 57 anos. O servidor atua há 30 anos na Polícia Civil e, atualmente, está lotado no Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), da capital baiana.

Em três décadas trabalhando como escrivão, Ernando aprendeu e desenvolveu diversas habilidades. Após os 30 anos de atividade laboral, consegue identificar quando alguém está mentindo, mas destaca que não dá para ser técnico o tempo todo.

“Tem que ter um pouco da polícia porque o escrivão precisa ter a malícia. Mas a gente aprende a identificar quem está mentindo ou quem não cometeu o crime”, afirma o servidor.

Além das habilidades adquiridas, Ernando diz que o trabalho de escrivão ultrapassa os limites do cargo e tem um pouco de Serviço Social. “Aprendi que nem tudo pode ser levado a ponta de faca. A gente aprende a compreender os motivos que levaram determinada pessoa a cometer um crime, não digo os mais graves, mas alguns eu compreendo. Muitas vezes a pessoa aparece para registrar uma queixa, mas, no final das contas, ela só quer alguém para desabafar. Isso nós também aprendemos”, pontua.

O escrivão ressalta a relevância do quadro “Banco de Talentos” e salienta “que é uma forma de prestigiar quem deu uma vida inteira sendo servidor da Polícia Civil, principalmente, para quem desempenha a função de escrivão”, ao ressaltar que o cargo poderia ser mais valorizado do ponto de vista financeiro.

“Todo mundo reconhece a importância da figura do escrivão, embora ainda não tenha o reconhecimento salarial que merece. Deveria ter uma gratificação melhor”, frisa Ernando.

O homenageado desta semana é casado, tem dois filhos, gosta de viajar, ama ir à praia, é torcedor do ” Bahia”, e o seu maior hobbie é cultivar hortaliças e plantas.

Já chegou a cursar as graduações de Direito e Economia, de forma simultânea, mas, por causa de problemas pessoais, precisou trancar as duas faculdades na metade da formação.

Nosso talento da semana já fez a solicitação da aposentadoria e aguarda ansioso pelo tão sonhado dia em que vai se aposentar. “Já estou na fila dos futuros aposentados”, brinca o escrivão.

Ascom Sindpoc