Banco de Talentos: ” o cidadão que procura a Polícia Civil quer ser ouvido, quer atenção!”, ressalta investigadora

No Setembro Amarelo, servidora participa de projeto social que tem como foco a saúde mental em bairros de Salvador e do interior baiano

Nossa homenageada do quadro Banco de Talentos, desta quarta-feira (25), é a investigadora Fátima Umbelino, 64 anos, graduada em Serviço Social, pós-graduada em Saúde Coletiva. Possui 37 anos de Polícia Civil, é lotada no gabinete do Delegado-Geral, Bernardino Brito, onde atua no grupo de “Meios Eletrônicos” e também presta serviço voluntário ao ” Núcleo Religioso e de Atenção ao Servidor Policial” onde representa as religiões de matrizes africanas.

Na Polícia Civil, realiza visitas e elabora relatórios sobre os quadros de enfermidade dos servidores que são encaminhados ao Delegado-Geral. “Eu procuro visitar os colegas que estão enfermos independente da religião. Quando o policial recebe visita de um colega, ele se sente valorizado, a autoestima vai lá para cima e ele percebe que a instituição não esqueceu dele”, pontua.

A investigadora e assistente social destaca que não existe nenhum Programa de creches na Polícia Civil destinado aos filhos dos policiais e a instituição não investe na qualificação dos servidores. ” Não temos nenhum tipo de estímulo ao acesso educacional como, por exemplo, um projeto de concessão de bolsas de estudo. Ainda temos muitos policiais que não tem curso superior. O servidor precisa ser valorizado! Ele se doa, mas a instituição não se doa a seus funcionários! A gente sobrevive com um salário que não condiz com nossa profissão”, protesta a investigadora Fátima Umbelino, ao frisar que os funcionários públicos “são patrimônios do Estado”.

A investigadora é “nascida e criada” no bairro da Liberdade, localizado na capital baiana. Além do trabalho que realiza na Polícia Civil, nossa servidora que faz a diferença atua na Sociedade Protetora dos Desvalidos, como Diretora de Patrimônio, coordena o setor de Marketing do “Núcleo Periferia” o qual promove projeto social voltado à realização de torneios de dominó que possuem como foco a saúde mental e o combate ao Alzheimer em bairros de Salvador e do interior baiano. ” A gente só deve fazer, o que a gente gosta! O cidadão que procura a Polícia Civil quer ser ouvido, quer atenção!, ressalta.

A servidora menciona citação do criminalista Antônio de Matos sobre a Polícia Civil, da década de 50, século XX. “Não sei de ofício mais nobilitante. Não sei, por outro lado, de tarefa mais ingrata. Não sei de mister mais elevado. Não sei, também, de labor mais incompreendido. Não sei de labuta que exija maiores sacrifícios. Não sei, ao revés, de lida tão mal recompensada..”

Nosso talento da semana é mãe, solteira, “namoradeira” e tem como principais hobbies ir à praia e jogar dominó.

Ascom Sindpoc

Banco de Talentos: investigadora recebe título de cidadã do município de Santa Maria da Vitória

Natural de Pernambuco, servidora realiza projeto social que consiste em aproximar a sociedade da Polícia Civil

Nossa homenageada do quadro Banco de Talentos, desta quarta-feira(18), é a investigadora Renatha Karen Moura, lotada na Coordenadoria Regional de Santa Maria da Vitória, 26° COORPIN, graduada em Administração e pós-graduada em “Planejamento Estratégico”, “Gestão de Qualidade” e em “Metodologia do Ensino Superior”. Se destacou na região devido ao trabalho social que realiza através do projeto “Polícia Civil Perto de Você”. A servidora foi a primeira investigadora a receber o título de cidadã de Santa Maria da Vitória, em 29 de agosto deste ano.

O projeto foi iniciado em 2017 e tem como principal objetivo aproximar a sociedade da Polícia Civil. A iniciativa leva investigadores, escrivães e delegados às escolas da região onde explicam aos alunos, professores, pais e funcionários a estrutura organizacional da Polícia Civil, as atribuições e diferenças entre as carreiras e a importância do trabalho desenvolvido pelos policiais civis em defesa da cidadania e da paz social.

“As pessoas iam procurar a gente na delegacia pedindo informação direcionando à PM. Então, a gente percebeu que as pessoas não entendem o funcionamento da Polícia Civil, as atribuições das carreiras e resolvemos realizar esse trabalho para esclarecer e tirar as dúvidas sobre o nosso cotidiano e a importância que nós exercemos em prol da sociedade. A valorização dos policiais civis e a respectiva aproximação com as esferas da sociedade”, pontua, ao ressaltar que o projeto não se restringe às áreas urbanas, beneficia também as zonas rurais, e já contemplou cerca de cinco mil pessoas entre alunos, professores e funcionários das instituições escolares.

Além do trabalho de valorização dos policiais civis, a equipe do projeto aborda assuntos ligados ao cotidiano dos jovens e adolescentes como racismo, violência doméstica e sexual, entre outras temáticas. Devido à repercussão que alcançou, o projeto começou a ser realizado em empresas e igrejas. “Nós estamos levando a identidade da Polícia Civil! Hoje a Polícia Civil está mais próxima da sociedade”, comemora a servidora, ao salientar que existe o desejo no grupo de criar uma rádio para expandir o trabalho
de valorização da categoria.

“A Polícia Civil tem muitas carências, mas quando a gente chega com vontade de trabalhar, tem muita coisa para fazer! É só a gente querer! Procuro fazer as coisas com afinco porque da mesma forma que eu represento a Polícia Civil, a Polícia Civil também me representa! Se eu quero uma polícia de qualidade, eu preciso também fazer um trabalho de qualidade”, frisa a investigadora.

Nosso Talento da semana brinca ao dizer que é ” linda, loira e solteira”, mãe de um menino de 8 anos, e tem como principais hobbies correr, nadar e curtir momentos com o filho.

Ascom Sindpoc

Banco de Talentos: investigador é destaque na elucidação de crimes cibernéticos

Servidor possui larga experiência com investigação em ambiente virtual

Nossa homenageado do quadro Banco de Talentos, desta quarta-feira (11), é o investigador Romualdo Batista de Souza, 46 anos, lotado  no Grupo Especializado de Repressão aos Crimes por Meios Eletrônicos (GME), vinculado ao gabinete do Delegado-Geral, Bernadino Brito. O GME está sediado no prédio da Polícia Civil, da Mouraria, centro da capital baiana, onde ficava localizada a antiga ACADEPOL, e, atualmente, local que abriga as Delegacias de Estelionato e Digital.

O servidor há 23 anos trabalha no funcionalismo público da Bahia na área de Segurança Pública. Ingressou na Polícia Militar, em 1996, no cargo de soldado e, em 2004, foi nomeado na Polícia Civil baiana.

Com graduação no curso de “Gestão em Segurança Privada”, bacharelado em Direito, especialização em ” Segurança da Informação”, possui larga experiência em crimes cibernéticos e ministra palestras destinadas a alunos do ensino fundamental, médio e superior.  Entre uma dessas palestras, foi homenageado pelo Colégio Estadual Duque de Caxias, que lhe concedeu certificado de agradecimento ao trabalho de excelência que prestou à instituição.

O investigador destaca que o grupo foi criado com o objetivo de investigar fraudes financeiras,  estelionato, usurpação de propriedade intelectual, praticados na internet por organizações criminosas e outros tipos de crimes ocorridos no ambiente virtual.

“Desenvolvemos as investigações de acordo com os fatos. Determinadas informações só conseguimos mediante ordem judicial. Infelizmente, não dispomos de ferramentas tecnológicas para utilizarmos o processo de investigação. Mas nossa dedicação e interesse em prestar um serviço de qualidade à sociedade compensam. Nos valemos de ferramentas de pesquisa  que encontramos na própria internet, temos experiência profissional, a inteligência policial e as técnicas de investigação desenvolvidas pelas instituições da Polícia Civil”, ressalta.

O investigador salienta que o grupo disponibiliza um trabalho de suporte às delegacias da capital e do interior e, a partir de um trabalho coletivo, os servidores da unidade já conseguiram identificar a autoria de assaltos a coletivos, receptores de aparelhos celulares, de perfis falsos criados em redes sociais, casos de falsidade ideológica,  entre outros tipos de crimes cibernéticos.

“Já fizemos operação de busca e apreensão de sites governamentais e de empresas privadas que foram invadidos por hackers. “Eu gosto muito do que faço! Com o advento da tecnologia, as pessoas acabam sendo vítimas de estelionato, calúnia, difamação, pornografia infantil e  importunação sexual. Os cidadãos nos procuram aflitos em busca de uma solução, de um conforto. Tenho orgulho do trabalho que desenvolvo junto aos meus colegas da unidade”, declara.

Nosso servidor  que faz a diferença é casado, pai de um menino de 16 anos, e tem como principais hobbies curtir momentos com a família, viajar para o Litoral Norte e almoçar em restaurantes.

Ascom Sindpoc

Banco de Talentos: investigador do DEPOM possui extensa qualificação acadêmica e profissional

Servidor tem diversas graduações, pós-graduações e cursa Doutorado em Direito Internacional