Banco de Talentos: defensor da carreira única, policial se destaca na elucidação de homicídios

Além do trabalho policial, Fábio Henrique, integra uma associação que realiza trabalhos sociais em Camacan, sul da Bahia

Quinze anos e meio de Polícia Civil despertaram no investigador Fábio Henrique Viveiros de Carvalho a paixão pelo trabalho investigativo. Natural de Camacan, no sul da Bahia, está lotado, atualmente, na 23ª Delegacia, em Itabela, extremo sul do estado, onde atua há 14 anos.

Com um trabalho focado na resolução de crimes, Fábio Henrique, de 47 anos, comenta que cerca de 60% dos homicídios cometidos no município são elucidados, cenário bastante distante da média baiana.  “Meu lema é investigar, eu gosto desse trabalho e conto com a ajuda especial de gente do bem, que auxilia no trabalho policial. Chamo essas pessoas de “meus colaboradores”, explica Fábio.

Em 2014, decidiu dar continuidade aos estudos e hoje, Bacharelando em Direito, tem como objetivo principal ingressar na carreira de Delegado de Polícia. “Nos últimos meses, tomei conhecimento da bandeira da Carreira Única de Policia Civil, através do Sindpoc”.

O investigador defende essa idéia e acredita na reestruturação da corporação com visão no futuro, motivando o policial a permanecer na instituição e a se aprimorar cada vez mais. “Infelizmente, devido à precariedade de nossa corporação, contra a qual temos lutado incansavelmente, há policiais que já atuam em funções diferentes das suas, muitas vezes até mesmo para não ver o trabalho travado, então nada mais justo que unificarmos de vez as carreiras”, defende.

Além de ser destaque na elucidação de homicídio, o investigador Fábio Henrique faz parte de uma associação, localizada no distrito de São João do Panelinha, em Camacan. A entidade desenvolve dois projetos: “Criança Feliz”, que realiza a entrega de brinquedos e lanches no dia das crianças; e o “Natal sem Fome”, realizado antes do dia 25 de dezembro, com distribuições de cestas básicas.

Banco de Talentos: “quando você entra para a Polícia Civil, você muda a maneira de agir e pensar”, destaca o investigador Von Lessa que possui dois projetos sociais em Vitória da Conquista

“Dia das Crianças da Polícia Civil” e ” Limpe seu guarda-roupa” são os projetos sociais idealizados há 14 pelos investigadores Von Lessa e Fabiano César

Nosso homenageado do quadro Banco de Talentos, desta quarta-feira (7), é o investigador Dernivon Lessa, mais conhecido como “Von Lessa”, de 45 anos, Bacharel em Direito, licenciado em Física e pós-graduado em Ensino Superior. Atualmente, Von é lotado na 10ª Coordenadoria Regional do Interior (Coorpin) de Vitória da Conquista.

Há quase duas décadas na Polícia Civil, o investigador destaca a importância que a policia tem na sua vida e os acontecimentos que o transformaram em uma pessoa melhor. “Quando você entra para a Polícia Civil, você muda a maneira de agir e pensar porque passa a ter uma visão mais social sobre as comunidades”, disse Von Lessa.


Durante os 20 anos de serviço, Von sempre observou a realidade e as necessidades das crianças que vivem de forma vulnerável em comunidades carentes e, ao se questionar há 14 anos, pensou: “por que não ajudar?”. Com a ajuda do colega Fabiano César, Von idealizou e fundou dois projetos sociais: “Dia das Crianças da Polícia Civil” e “Limpe seu guarda-roupa”.

“Fundamos esses projetos para ajudarmos as crianças que passam dificuldades e, também, para mostrarmos que nós policiais somos seres humanos e estamos a serviço da sociedade”, enfatiza o investigador.

Os projetos sociais funcionam durante todo o ano recolhendo doações, mas a entrega é feita em apenas duas ocasiões: em outubro, Dia das Crianças, onde brinquedos são entregues em Vitória da Conquista e região, e em dezembro, quando os servidores fazem doações de roupas às comunidades da cidade.

Nosso servidor que faz a diferença é casado, tem dois filhos, e tem como principais hobbies assistir filmes e o hábito da leitura.

Ascom Sindpoc

Banco de Talentos: “ a investigação deve ter como missão evitar cometer injustiças”, destaca o investigador Ivan Sebastião

Com quase 40 anos na Polícia Civil, o investigador ressalta a importância da profissão para elucidar os crimes e pontua que um trabalho de investigação “bem feito” “deve ter o cuidado” para não cometer injustiças

Nosso homenageado do quadro Banco de Talentos”, desta quarta-feira (30), é o investigador Ivan Sebastião Assis, lotado na Delegacia de Proteção ao Turista (DELTUR),localizada no bairro do Pelourinho, em Salvador. Aos 64 anos de idade, Ivan é bacharel em Direito e possui formações técnicas nos cursos de Proteção às Pessoas e Autoridades; Justiça Restaurativa; Gerenciamento de Crise; Polícia Comunitária; Polícia e Atendimento ao Público, entre outros cursos.

Há quase quatro décadas na Polícia Civil, o investigador destaca os valores adquiridos ao longo da carreira. “Sempre me dediquei exclusivamente ao trabalho policial e me sinto lisonjeado porque todo trabalho de investigação que eu fiz foi baseado em esforços da minha equipe, nunca precisamos apelar para X9 e nunca cometemos injustiças e nada que fosse contra a conduta da instituição”, afirma Ivan.

O investigador destaca que quando a polícia trabalha errado, sempre alguém sofre com a injustiça. Com aproximadamente 40 anos na Policia Civil, Ivan já acompanhou todos os tipos de casos policiais. O investigador lembra de um acidente de trânsito que ocorreu por volta de 2001, no bairro do Costa Azul, onde envolveu três vítimas. Um sequestro relâmpago o qual dois rapazes tentaram sequestrar um promotor de justiça. Com o trabalho policial passo a passo que a investigação demanda, e, ao examinar a cena do crime, o investigador e a equipe conseguiram elucidar a autoria do crime e prender os suspeitos com êxito.

Para Ivan Sebastião, o trabalho do investigador precisa ter cuidado com a coleta das provas porque a investigação pode inocentar ou acusar alguém. “A investigação nem sempre tem o objetivo de acusar um indivíduo, ela também pode inocentar, ela deve mostrar a verdade dos fatos”, frisa.

O servidor já foi coordenador do Serviço de Inteligência em diversas Delegacias Territoriais (DTs) da capital baiana: 24ª DT de Mar Grande, 9ª DT da Boca do Rio, 2ª DT da Liberdade, 4ª DT de São Caetano, 3ª DT do Bonfim e na 12ª DT de Itapuã e DRFRV.

O homenageado desta semana é casado, tem três filhos e sete netos, adora uma boa música, ler livros e assistir filmes sobre o reino animal. Não perde uma boa partida de futebol e é torcedor do Vitória.

Ascom Sindpoc

Banco de Talentos: “a experiência na DEAM marcou minha vida!”, destaca o escrivão Marcelo Bispo

Há 15 anos exercendo a função de escrivão, Marcelo destacou momentos durante o trabalho na Polícia Civil que lhe serviram como lições de vida

Nosso homenageado do quadro Banco de Talentos, desta quarta-feira (23), é o escrivão Marcelo Silva Bispo, 44 anos, formado em Matemática com ênfase em Informática e pós-graduado em Matemática Financeira e Estatística. Atualmente, exerce a função de Coordenador do Cartório Regional da 9ª COORPIN de Jequié.

Servidor da Polícia Civil há 15 anos, Marcelo já passou por alguns cargos durante sua trajetória na PC. Em 2004, deixou de ser sargento da Polícia Militar e dedicou a vida ao trabalho como escrivão e já passou por diversos setores. “Já trabalhei em vários setores. Já fui do plantão, depois administrativo, centro operacional e agora estou no cartório regional, onde atuo na parte administrativa da Polícia Civil”, explicou.

Ao longo dos 15 anos de serviço, Marcelo relembrou os sete anos que trabalhou na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), em Jequié, e ressaltou que todos os policiais civis deveriam ter, pelo menos, uma passagem pela delegacia. “Eu acho que todo policial civil deveria trabalhar na DEAM porque você aprende muita coisa. Você lida com a vulnerabilidade dos outros, lida com a violência doméstica que é realizada às mulheres, pessoas idosas e crianças. Eu era muito machista e depois que fui para DEAM a minha concepção mudou bastante.Foi uma experiência que marcou minha vida”, enfatiza o escrivão.

No atual trabalho, onde assumiu em 2017, o servidor é responsável por todas as demandas solicitadas pelos policiais civis de Jequié: férias, folha de pagamento, Promoções, solicitação de aposentadoria, entre outras.

“Na Polícia Civil eu desempenho a minha função com muito orgulho. Eu gosto do que faço e tenho prazer em realizar o meu trabalho porque quando você faz o que gosta, tudo fica mais fácil”, acrescentou Marcelo.

Marcelo Bispo ressalta que o quadro Banco de Talentos do Sindpoc ajuda na integração entre os servidores. “Apesar da instituição aqui em Jequié não ser muito grande, nós não temos a oportunidade de conhecer a todos e saber o que cada um pensa”, disse o homenageado.

Nosso talento da semana torce para os times do Vitória e Flamengo, é casado, ama ir à praia e sempre aproveita o tempo livre para se dedicar às três filhas.

Ascom Sindpoc