Banco de Talentos: “quando você entra para a Polícia Civil, você muda a maneira de agir e pensar”, destaca o investigador Von Lessa que possui dois projetos sociais em Vitória da Conquista

“Dia das Crianças da Polícia Civil” e ” Limpe seu guarda-roupa” são os projetos sociais idealizados há 14 pelos investigadores Von Lessa e Fabiano César

Nosso homenageado do quadro Banco de Talentos, desta quarta-feira (7), é o investigador Dernivon Lessa, mais conhecido como “Von Lessa”, de 45 anos, Bacharel em Direito, licenciado em Física e pós-graduado em Ensino Superior. Atualmente, Von é lotado na 10ª Coordenadoria Regional do Interior (Coorpin) de Vitória da Conquista.

Há quase duas décadas na Polícia Civil, o investigador destaca a importância que a policia tem na sua vida e os acontecimentos que o transformaram em uma pessoa melhor. “Quando você entra para a Polícia Civil, você muda a maneira de agir e pensar porque passa a ter uma visão mais social sobre as comunidades”, disse Von Lessa.


Durante os 20 anos de serviço, Von sempre observou a realidade e as necessidades das crianças que vivem de forma vulnerável em comunidades carentes e, ao se questionar há 14 anos, pensou: “por que não ajudar?”. Com a ajuda do colega Fabiano César, Von idealizou e fundou dois projetos sociais: “Dia das Crianças da Polícia Civil” e “Limpe seu guarda-roupa”.

“Fundamos esses projetos para ajudarmos as crianças que passam dificuldades e, também, para mostrarmos que nós policiais somos seres humanos e estamos a serviço da sociedade”, enfatiza o investigador.

Os projetos sociais funcionam durante todo o ano recolhendo doações, mas a entrega é feita em apenas duas ocasiões: em outubro, Dia das Crianças, onde brinquedos são entregues em Vitória da Conquista e região, e em dezembro, quando os servidores fazem doações de roupas às comunidades da cidade.

Nosso servidor que faz a diferença é casado, tem dois filhos, e tem como principais hobbies assistir filmes e o hábito da leitura.

Ascom Sindpoc

Banco de Talentos: “ a investigação deve ter como missão evitar cometer injustiças”, destaca o investigador Ivan Sebastião

Com quase 40 anos na Polícia Civil, o investigador ressalta a importância da profissão para elucidar os crimes e pontua que um trabalho de investigação “bem feito” “deve ter o cuidado” para não cometer injustiças

Nosso homenageado do quadro Banco de Talentos”, desta quarta-feira (30), é o investigador Ivan Sebastião Assis, lotado na Delegacia de Proteção ao Turista (DELTUR),localizada no bairro do Pelourinho, em Salvador. Aos 64 anos de idade, Ivan é bacharel em Direito e possui formações técnicas nos cursos de Proteção às Pessoas e Autoridades; Justiça Restaurativa; Gerenciamento de Crise; Polícia Comunitária; Polícia e Atendimento ao Público, entre outros cursos.

Há quase quatro décadas na Polícia Civil, o investigador destaca os valores adquiridos ao longo da carreira. “Sempre me dediquei exclusivamente ao trabalho policial e me sinto lisonjeado porque todo trabalho de investigação que eu fiz foi baseado em esforços da minha equipe, nunca precisamos apelar para X9 e nunca cometemos injustiças e nada que fosse contra a conduta da instituição”, afirma Ivan.

O investigador destaca que quando a polícia trabalha errado, sempre alguém sofre com a injustiça. Com aproximadamente 40 anos na Policia Civil, Ivan já acompanhou todos os tipos de casos policiais. O investigador lembra de um acidente de trânsito que ocorreu por volta de 2001, no bairro do Costa Azul, onde envolveu três vítimas. Um sequestro relâmpago o qual dois rapazes tentaram sequestrar um promotor de justiça. Com o trabalho policial passo a passo que a investigação demanda, e, ao examinar a cena do crime, o investigador e a equipe conseguiram elucidar a autoria do crime e prender os suspeitos com êxito.

Para Ivan Sebastião, o trabalho do investigador precisa ter cuidado com a coleta das provas porque a investigação pode inocentar ou acusar alguém. “A investigação nem sempre tem o objetivo de acusar um indivíduo, ela também pode inocentar, ela deve mostrar a verdade dos fatos”, frisa.

O servidor já foi coordenador do Serviço de Inteligência em diversas Delegacias Territoriais (DTs) da capital baiana: 24ª DT de Mar Grande, 9ª DT da Boca do Rio, 2ª DT da Liberdade, 4ª DT de São Caetano, 3ª DT do Bonfim e na 12ª DT de Itapuã e DRFRV.

O homenageado desta semana é casado, tem três filhos e sete netos, adora uma boa música, ler livros e assistir filmes sobre o reino animal. Não perde uma boa partida de futebol e é torcedor do Vitória.

Ascom Sindpoc

Banco de Talentos: “a experiência na DEAM marcou minha vida!”, destaca o escrivão Marcelo Bispo

Há 15 anos exercendo a função de escrivão, Marcelo destacou momentos durante o trabalho na Polícia Civil que lhe serviram como lições de vida

Nosso homenageado do quadro Banco de Talentos, desta quarta-feira (23), é o escrivão Marcelo Silva Bispo, 44 anos, formado em Matemática com ênfase em Informática e pós-graduado em Matemática Financeira e Estatística. Atualmente, exerce a função de Coordenador do Cartório Regional da 9ª COORPIN de Jequié.

Servidor da Polícia Civil há 15 anos, Marcelo já passou por alguns cargos durante sua trajetória na PC. Em 2004, deixou de ser sargento da Polícia Militar e dedicou a vida ao trabalho como escrivão e já passou por diversos setores. “Já trabalhei em vários setores. Já fui do plantão, depois administrativo, centro operacional e agora estou no cartório regional, onde atuo na parte administrativa da Polícia Civil”, explicou.

Ao longo dos 15 anos de serviço, Marcelo relembrou os sete anos que trabalhou na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), em Jequié, e ressaltou que todos os policiais civis deveriam ter, pelo menos, uma passagem pela delegacia. “Eu acho que todo policial civil deveria trabalhar na DEAM porque você aprende muita coisa. Você lida com a vulnerabilidade dos outros, lida com a violência doméstica que é realizada às mulheres, pessoas idosas e crianças. Eu era muito machista e depois que fui para DEAM a minha concepção mudou bastante.Foi uma experiência que marcou minha vida”, enfatiza o escrivão.

No atual trabalho, onde assumiu em 2017, o servidor é responsável por todas as demandas solicitadas pelos policiais civis de Jequié: férias, folha de pagamento, Promoções, solicitação de aposentadoria, entre outras.

“Na Polícia Civil eu desempenho a minha função com muito orgulho. Eu gosto do que faço e tenho prazer em realizar o meu trabalho porque quando você faz o que gosta, tudo fica mais fácil”, acrescentou Marcelo.

Marcelo Bispo ressalta que o quadro Banco de Talentos do Sindpoc ajuda na integração entre os servidores. “Apesar da instituição aqui em Jequié não ser muito grande, nós não temos a oportunidade de conhecer a todos e saber o que cada um pensa”, disse o homenageado.

Nosso talento da semana torce para os times do Vitória e Flamengo, é casado, ama ir à praia e sempre aproveita o tempo livre para se dedicar às três filhas.

Ascom Sindpoc

Banco de Talentos: “ o escrivão precisa ter a malícia”, afirma o escrivão Ernando Evangelista

Com pedido de aposentadoria em andamento, o servidor frisa a importância do trabalho que desenvolve como escrivão e destaca as habilidades que foram desenvolvidas ao longo dos 30 anos de serviço na Polícia Civil

Com pedido de aposentadoria em andamento, o servidor frisa a importância do trabalho que desenvolve como escrivão e destaca as habilidades que foram desenvolvidas ao longo dos 30 anos de serviço na Polícia Civil

Nosso homenageado do quadro Banco de Talentos, desta quarta-feira (16), é o escrivão Ernando Evangelista, 57 anos. O servidor atua há 30 anos na Polícia Civil e, atualmente, está lotado no Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), da capital baiana.

Em três décadas trabalhando como escrivão, Ernando aprendeu e desenvolveu diversas habilidades. Após os 30 anos de atividade laboral, consegue identificar quando alguém está mentindo, mas destaca que não dá para ser técnico o tempo todo.

“Tem que ter um pouco da polícia porque o escrivão precisa ter a malícia. Mas a gente aprende a identificar quem está mentindo ou quem não cometeu o crime”, afirma o servidor.

Além das habilidades adquiridas, Ernando diz que o trabalho de escrivão ultrapassa os limites do cargo e tem um pouco de Serviço Social. “Aprendi que nem tudo pode ser levado a ponta de faca. A gente aprende a compreender os motivos que levaram determinada pessoa a cometer um crime, não digo os mais graves, mas alguns eu compreendo. Muitas vezes a pessoa aparece para registrar uma queixa, mas, no final das contas, ela só quer alguém para desabafar. Isso nós também aprendemos”, pontua.

O escrivão ressalta a relevância do quadro “Banco de Talentos” e salienta “que é uma forma de prestigiar quem deu uma vida inteira sendo servidor da Polícia Civil, principalmente, para quem desempenha a função de escrivão”, ao ressaltar que o cargo poderia ser mais valorizado do ponto de vista financeiro.

“Todo mundo reconhece a importância da figura do escrivão, embora ainda não tenha o reconhecimento salarial que merece. Deveria ter uma gratificação melhor”, frisa Ernando.

O homenageado desta semana é casado, tem dois filhos, gosta de viajar, ama ir à praia, é torcedor do ” Bahia”, e o seu maior hobbie é cultivar hortaliças e plantas.

Já chegou a cursar as graduações de Direito e Economia, de forma simultânea, mas, por causa de problemas pessoais, precisou trancar as duas faculdades na metade da formação.

Nosso talento da semana já fez a solicitação da aposentadoria e aguarda ansioso pelo tão sonhado dia em que vai se aposentar. “Já estou na fila dos futuros aposentados”, brinca o escrivão.

Ascom Sindpoc