Banco de Talentos: Escrivão de polícia leva alegria e informação a jovens e crianças de Canarana

Francisco Assis desenvolve o projeto há 9 anos, beneficiando crianças carentes de Canarana

Escrivão de Polícia, esposo, pai de um casal, palestrante e criador do projeto “Faça uma Criança Feliz”. Esse é Francisco de Assis Bispo dos Santos, nosso personagem dessa semana do quadro “Banco de Talentos”. Lotado, atualmente, na Delegacia de Canarana, vinculada a 14ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin/Irecê), Francisco está nos quadros da polícia civil baiana há 15 anos.

Aos 46 anos, torcedor do Flamengo e do Bahia, nosso personagem divide suas horas vagas entre a atenção à família, palestras para jovens e crianças e o projeto “Faça uma Criança Feliz”. Ele conta que a iniciativa é levada a cabo há nove anos, em a parceria com o Conselho Tutelar e a Polícia Militar e tem como finalidade arrecadar doações de brinquedos, roupas, calçados usados e alimentos e distribuir às crianças da cidade e da zona rural de Canarana, sempre no dia das crianças.

“É gratificante chegar às comunidades com brinquedos, roupas e calçados e presentear as crianças, porque sabemos das dificuldades que muitas famílias passam no nosso país e levar esse alento a eles não tem preço. É pouco para nós, mas muito para quem recebe e sai feliz da vida com o que recebeu”, define Francisco.

Aproveitando de sua vivência no combate ao crime, o escrivão Francisco Assis leva a escolas e outras instituições de Canarana palestras sobre temas ligados à prevenção às drogas e ao suicídio, saúde e a importância de concluir os estudos, por exemplo. Nosso principal foco é alertar para os riscos e males do uso de entorpecentes. “Temos de alertar nossos jovens e crianças sobre os problemas que o uso das drogas traz para a saúde e para a convivência em sociedade”, defende Francisco.

As palestras acontecem já há dois anos e a receptividade, tanto dos ouvintes, quanto de pais e professores, tem sido positiva. “Também nas palestras, orientamos sobre a importância de finalizar os estudos, da prática esportiva, dos cuidados com a saúde mental, prevenção ao suicídio, entre outros temas que, como sabemos, povoam a cabeça dos nossos jovens e, por vezes, não são discutidos no ambiente familiar”, argumenta o escrivão.