Banco de Talentos: “ a investigação deve ter como missão evitar cometer injustiças”, destaca o investigador Ivan Sebastião

Com quase 40 anos na Polícia Civil, o investigador ressalta a importância da profissão para elucidar os crimes e pontua que um trabalho de investigação “bem feito” “deve ter o cuidado” para não cometer injustiças

Nosso homenageado do quadro Banco de Talentos”, desta quarta-feira (30), é o investigador Ivan Sebastião Assis, lotado na Delegacia de Proteção ao Turista (DELTUR),localizada no bairro do Pelourinho, em Salvador. Aos 64 anos de idade, Ivan é bacharel em Direito e possui formações técnicas nos cursos de Proteção às Pessoas e Autoridades; Justiça Restaurativa; Gerenciamento de Crise; Polícia Comunitária; Polícia e Atendimento ao Público, entre outros cursos.

Há quase quatro décadas na Polícia Civil, o investigador destaca os valores adquiridos ao longo da carreira. “Sempre me dediquei exclusivamente ao trabalho policial e me sinto lisonjeado porque todo trabalho de investigação que eu fiz foi baseado em esforços da minha equipe, nunca precisamos apelar para X9 e nunca cometemos injustiças e nada que fosse contra a conduta da instituição”, afirma Ivan.

O investigador destaca que quando a polícia trabalha errado, sempre alguém sofre com a injustiça. Com aproximadamente 40 anos na Policia Civil, Ivan já acompanhou todos os tipos de casos policiais. O investigador lembra de um acidente de trânsito que ocorreu por volta de 2001, no bairro do Costa Azul, onde envolveu três vítimas. Um sequestro relâmpago o qual dois rapazes tentaram sequestrar um promotor de justiça. Com o trabalho policial passo a passo que a investigação demanda, e, ao examinar a cena do crime, o investigador e a equipe conseguiram elucidar a autoria do crime e prender os suspeitos com êxito.

Para Ivan Sebastião, o trabalho do investigador precisa ter cuidado com a coleta das provas porque a investigação pode inocentar ou acusar alguém. “A investigação nem sempre tem o objetivo de acusar um indivíduo, ela também pode inocentar, ela deve mostrar a verdade dos fatos”, frisa.

O servidor já foi coordenador do Serviço de Inteligência em diversas Delegacias Territoriais (DTs) da capital baiana: 24ª DT de Mar Grande, 9ª DT da Boca do Rio, 2ª DT da Liberdade, 4ª DT de São Caetano, 3ª DT do Bonfim e na 12ª DT de Itapuã e DRFRV.

O homenageado desta semana é casado, tem três filhos e sete netos, adora uma boa música, ler livros e assistir filmes sobre o reino animal. Não perde uma boa partida de futebol e é torcedor do Vitória.

Ascom Sindpoc