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sexta-feira 19 abril 2019
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No Dia Nacional dos Papiloscopistas, peritos técnicos destacam que se a papiloscopia fosse mais utilizada poderíamos aumentar a elucidação dos crimes na Bahia

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O Brasil contabiliza  cerca de 60 mil homicídios por ano e a Bahia foi campeã, no ano passado, de homicídios no país


Nesta terça-feira(5), Dia Nacional dos Papiloscopistas, peritos técnicos baianos destacam a importância da papiloscopia ao processo de investigação criminal. Através do estudo das impressões digitais é  feita a identificação das autorias dos crimes de homicídio, latrocínio, crimes contra o  patrimônio, a exemplo de assaltos a veículos, bancos e carros-fortes, entre outras ocorrências de uma forma mais  rápida e barata. Entretanto, apesar da Bahia possuir o maior contingente de papiloscopistas do Brasil, aproximadamente 300 profissionais, essa técnica é pouca utilizada no  combate ao crime do Estado. A Associação dos Peritos Técnicos (SINDPEP) e o Sindicato dos Policiais Civis (SINDPOC) ressaltam que a papiloscopia poderia ser uma ferramenta importante  à elucidação dos crimes na Bahia, caso fosse mais utilizada. O Estado, atualmente, consegue elucidar apenas 8% dos crimes.

O perito técnico e Vice-Presidente do SINDPOC, Diego Messias, esclarece que a Bahia utiliza mais a ” investigação subjetiva”  a qual é baseada nas provas testemunhais e nas confissões. ” Precisamos de um modelo de investigação mais eficiente, mais rápido para identificarmos os autores dos crimes.  Nós peritos técnicos desejamos que o Estado implemente de forma mais efetiva a papiloscopia durante os processos de investigações criminais porque a ausência de elucidação dos crimes  aumenta a sensação de impunidade e, respectivamente, eleva a violência e o quadro de insegurança pública”, frisa Messias, ao lembrar que, diferente do DNA, a papiloscopia não precisa de vestígios materiais dos criminosos como restos de sangue  e fios de cabelo. Apenas com as impressões digitais é possível  identificarmos com 100% de precisão os autores dos delitos.  “Geralmente, os criminosos não deixam rastros materiais na cena do crime. Com a papiloscopia conseguimos identificar o bandido através apenas das impressões digitais que ficam, inclusive, nas próprias  luvas,  munições, qualquer tipo de toque que seja dado na cena do crime”, explica o perito Diego Messias.

Para o Presidente da Associação dos Peritos Técnicos  (SINDPEP),Alberto Durão, o potencial dos papiloscopistas é pouco aproveitado durante a investigação dos furtos, latrocínios e homicídios.” A papiloscopia é fundamental para tentarmos melhorar atual situação da Segurança Pública no nosso Estado”, ressalta, ao pontuar que, além  elucidação dos crimes, os  papiloscopistas são os  responsáveis pela identificação de mais de 90% dos cadáveres na Bahia. Os peritos técnicos trabalham no Instituto de Identificação Pedro Mello, Instituto de Criminalística Afrânio Peixoto, Instituto Médico Legal Nina Rodrigues(IML), Laboratório Central de Polícia Civil Técnica e na Diretoria do Interior(DI), todos vinculados ao  Departamento de Polícia Técnica de Salvador (DPT).

ASCOM SINDPOC




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