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quinta-feira 16 agosto 2018
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Alagoinhas: rebelião é provocada pelo quadro de superlotação do Complexo Policial

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O SINDPOC irá protocolar um ofício junto ao Ministério Público para solicitar uma interdição total da unidade

A superlotação e o quadro de abandono do  Complexo Policial de Alagoinhas, pertencente a 2° COORPIN, desencadeou uma rebelião dos presos nesta terça-feira(31). A carceragem tem capacidade para 30 custodiados e está com 60 presos, o dobro da quantidade permitida. Os encarcerados estouraram os cadeados de todas as grades e fizeram uma rebelião com o objetivo de promove fuga em massa.

O Tribunal de Justiça da Bahia fez uma interdição parcial do Complexo Policial de Alagoinhas, em 21 de julho deste ano, por causa da superlotação, e impôs uma quantidade máxima de 38 custodiados. O Presidente do SINDPOC, Eustácio Lopes, afirma que o  sistema penitenciário está falido e as delegacias do interior baiano  possuem uma população carcerária três vezes maior do que a disponibilidade de vagas. ”  Essa situação tem causado interdição de várias unidades, como em Feira de Santana, Eunápolis, Ilhéus e Itabuna. Essa bomba-relógio está prestes a explodir em todos os municípios do nosso Estado. Esse quadro prejudica o processo de investigação criminal e promove um desvio de função dos policiais civis que, ao invés de elucidarem  os crimes, tem que tomar conta dos presos. Pelo oitavo ano consecutivo a Bahia é líder em mortes violentas intencionais do Brasil”,destaca Lopes.

 O sindicalista denuncia que o Estado  nega aos presos o direito à dignidade humana. Segundo ele, os custodiados não tem acesso à assistência psicológica, médica e nem a alimentação básica está sendo ofertada de forma regular. ” Os presos estão em condições de animais. Vivem em locais muito quentes e úmidos que proliferam várias doenças. Precisam revezar o local de dormir”, critica Eustácio Lopes, ao salientar que  o papel do Estado seria ressocializar os  indivíduos. ” Devido às condições animalescas as quais são submetidos, saem dos presídios  revoltados e cometem mais atrocidades. à sociedade”.




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