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quarta-feira 19 dezembro 2018
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Policiais criticam imposição de “cotas” no atendimento do PLANSERV

Cartao_Planserv

Policiais civis do Sul da Bahia denunciam o quadro de precariedade no atendimento das clínicas, laboratórios e hospitais da região devido à implementação de ” cotas ” mensais pelo PLANSERV, Plano de saúde dos servidores públicos do Estado.

A investigadora da Polícia Civil, Keila Santana Brito, 45 anos, lotada na Delegacia de Furtos e Roubos de Itabuna, ressalta que no município os servidores não estão  conseguindo fazer exames de sangue, nem laboratoriais. A servidora procurou a Santa  Casa da Misericórdia e a COTEF, em 10 de Março, para realizar uma ressonância da coluna lombar e não teve a demanda atendida.” Informaram que não possuem mais cotas para o mês de abril”, lamenta Keila.

O investigador Washington Ferreira Silva, 45 anos, lotado na 7ª COORPIN de Ilhéus, destaca que as “cotas” sempre terminam no início do mês e a população local não está conseguindo fazer nenhum procedimento médico. O  servidor afirma  que a imposição das “cotas” não possui justificativa pois o PLANSERV  é um plano que não tem inadimplência. “Eles  descontam  diretamente da folha do servidor. Não podemos ser prejudicados com esse descaso do Governo “, protesta.

O Vice-Presidente do SINDPOC, Eustácio Lopes, enfatiza que  existem poucas instituições credenciadas ao PLANSERV nos municípios do interior baiano.” Os policiais estão procurando os postos de atendimento e não estão tendo suas necessidades atendidas. Alegam que a cota mensal já foi ultrapassada. Esse quadro demonstra de forma clara que o Estado está querendo economizar ao reduzir o investimento financeiro destinado à saúde dos funcionários públicos”, critica Lopes.

O Presidente do SINDPOC, Marcos Maurício, frisa que essa situação do PLANSERV não atinge apenas policiais civis, mas todos os servidores do Estado, das mais diversas áreas de atuação.  “Nós já entramos em contato com a Superintendência do PLANSERV para tentarmos  resolver essa demanda do funcionalismo público. As 520 mil vidas cobertas pelo PLANSERV estão com essa dificuldade de marcar exames, consultas e cirurgias”, frisa o dirigente sindical.

ASCOM SINDPOC




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