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quarta-feira 13 dezembro 2017
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Valença: Policiais civis denunciam situação de abandono do Complexo Policial

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Os policiais civis do município de Valença, localizado a 248 km da capital baiana, denunciam a situação  de total abandono do Complexo Policial da Região. Banheiros interditados, alojamentos e recepções precárias, paredes e tetos  morfados, infiltrações, ar condicionados quebrados, falta de água para os servidores e cidadãos, diversos problemas hidráulicos e elétricos.

Devido esse quadro de abandono e os baixos valores pagos pelas diárias e horas extras durante a realização do carnaval baiano, a categoria  garante que não vai  trabalhar nos carnavais de Salvador e Morro de São Paulo e já assinou o “Requerimento de Desistência”.

Um investigador que trabalha no Complexo, mas não quis se identificar por medo de represálias, destaca que a iluminação da área externa está 50% comprometida.” Os policiais e os cidadãos acabam ficam totalmente expostos à insegurança. A área está muito escura, sem iluminação. Muita coisas a gente tem que improvisar, às vezes nós puxamos uma gambiarra. Acabamos virando eletricistas”, critica o investigador, salientando ainda que a última reforma no local  foi feita em 2009.

O Presidente do SINDPOC na Bahia, Marcos Maurício, ressalta  que 95% das delegacias do Estado estão em uma situação de total precariedade para atender às demandas da sociedade e como ambiente de trabalho para os policiais civis.

O sindicalista critica o investimento que foi feito na construção do Centro de Operações e inteligência 2 de Julho (COIN), sediado no CAB. Maurício salienta que o Governo do Estado gastou uma quantia vultosa e, até o momento,  o COIN não deu não deu nenhum resultado efetivo para a diminuição da violência na Bahia.

” Esse dinheiro poderia ter sido usado para reformar todas as delegacias do Estado,as  Unidades de Departamento de Polícia Técnica e quartéis da Polícia Militar. Inclusive, estou sendo vítima de uma apuração feita pela SSP porque  fiz uma vistoria na delegacia de Proteção a Furtos e Roubos, na Baixa do Fiscal. A SSP persegue os sindicalistas e policiais de qualquer cargo que se posicionem contra o modo de gestão da Segurança Pública baiana. A  Secretaria de Segurança Pública  abandonou a polícia civil!”, enfatiza Marcos Maurício.

O Vice-Presidente do SINDPOC,Eustácio Lopes, ressalta que a internet oferecida nas delegacias é de baixa qualidade,são 20 Giga Bytes destinados às todas  delegacias do Estado, totalizando em  560 unidades policiais.

De acordo com Lopes, o Complexo de Valença tem apenas um computador na sala de investigação criminal onde trabalham oito servidores. ” Os  policiais estão tendo que elaborar os relatórios nas suas próprias residências devido à escassez de computadores. Além disso, o Complexo está com problema também no processo de registro das ocorrências que não está sendo personalizado e nem  individualizado. As vítimas ficam com receio de fazerem o Boletim de Ocorrência”,afirma Lopes.

O Vice-Presidente do SINDPOC pontua que os policiais efetivados, desde agosto de 2016, ainda estão sem coletes e algemas e os mais antigos estão com os coletes vencidos desde 2015.” As delegacias precisam de uma reforma em caráter de urgência!O Governo do Estado deixa a sociedade baiana entregue à sua própria sorte!,” frisa Eustácio Lopes.

ASCOM SINDPOC




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