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sexta-feira 14 dezembro 2018
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Apesar das limitações, investigador que não está mais na ativa vai à sede do SINDPOC apoiar a luta

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Diretoria do SINDPOC recebeu o apoio do servidor

Mesmo com dificuldade de mobilidade e a necessidade do uso da cadeira de rodas para se locomover depois de ter sido baleado com três tiros enquanto estava em serviço, o investigador de Polícia Civil Ernesto Gonçalves fez questão de ir à sede do SINDPOC nesta segunda-feira (14) manifestar o seu apoio à luta do sindicato pela reestruturação salarial e contra a aprovação da PEC 287/2016, que prevê a reforma da Previdência.

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Ele fez questão de fazer um apelo aos companheiros de profissão. “Eu peço aos colegas da ativa e com saúde, e também àqueles que, assim como eu precisam da ajuda dos filhos ou familiares para se deslocar, que participem ativamente e unidos da luta para a construção de uma vida mais justa e digna”, clamou.

Ernesto ainda comentou que acompanha com tristeza a atitude de alguns colegas em tentar dividir a luta criando e espalhando boatos contra o trabalho desenvolvido pelo SINDPOC. “O sindicato é o único que se mantém ao nosso lado, com saúde ou não; sou testemunha disso”, garantiu ao desejar boa sorte ao presidente do SINDPOC, Marcos Maurício e a toda diretoria em todas as batalhas que virão pela frente. “Eles fazem das tripas coração para manter a categoria sempre com independência. Posso dizer o quanto sou grato aos meus colegas que todos os meses me ajudam em alguma coisa para que eu me sinta vivo, porque o Estado só nos quer quando estamos fortes e servindo. Aqui é onde encontro os verdadeiros amigos”, afirmou.

Atualmente com 55 anos, Ernesto convive com a dor e as limitações – ele perdeu os movimentos dos membros superiores e inferiores – de alguém que foi vitimado enquanto desempenhava sua função policial há 15 anos. Na época, ele tinha quatorze anos de polícia, pois entrou na instituição na turma de 1988; período do qual lembra com saudade dos colegas de equipe de trabalho com os quais compartilhava o amor à polícia no sangue e na alma, como Ulisses, Pedro Rodrigues, Élson e tantos outros.

Em razão da sua condição, Ernesto depende hoje de seus filhos – que fazem de tudo para tornar a sua vida melhor – para levá-lo de um lugar ao outro, como de Salvador para Sobradinho, cidade que lhe oferece mais comodidade. “E assim eu levo a vida”, concluiu.

Ascom – SINDPOC

Por Michele Coutinho




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