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quarta-feira 19 dezembro 2018
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Lutamos pela sua segurança e merecemos ser tratados com dignidade!

GIRO PARALISACAO (46)

A paralisação da Polícia Civil do Estado, ocorrida no dia 20 de janeiro, com manifestação em frente à Secretaria de Segurança Publica se constituiu não somente num simples protesto, mas antes num Ato de Exposição Pública das mazelas e privações diárias pelas quais vem passando o policial civil em decorrência direta da intolerância, intransigência e inflexibilidade do Governo do Estado da Bahia que não se digna, sequer, em negociar com a categoria representada pelo SINDPOC.

A entrega simbólica das armas e distintivos se compôs numa forma de alertar à sociedade, às vésperas do Carnaval baiano, maior festa popular do Brasil, da real situação do Policial Civil, mais precisamente dos Escrivães, Peritos Técnicos e Investigadores, que não gozam das benesses do governo, muito embora, sejam responsáveis pela Investigação e Elucidação de Crimes.

Nossa pauta de luta é simples e obedece ao princípio da igualdade e legalidade, dentre elas: A reestruturação salarial, com igualdade entre os cargos, baseado na atividade fim que é a Investigação Criminal e elucidação dos crimes, via criação do cargo de Oficial de Polícia Criminal; instituição do Decreto Permanente de promoção; e estorno financeiro do reajuste absurdo do Planserv aos associados, pegos de surpresa com esse pacote do governo.

Nós, policiais civis, exigimos respeito! Lutamos pela paz a fim de assegurar o sono tranquilo da população e dos visitantes. E muito embora nosso contingente não se compare ao dos colegas policiais militares, nosso trabalho começa onde o deles termina. Investigamos crimes, realizamos procedimentos, ouvimos pessoas e por vezes sofremos com elas. Estamos em contato direto com a sociedade, ao tempo em que também fazemos parte dela; por isso merecemos, no mínimo, respeito por parte dos nossos governantes.

Queremos o diálogo, não o conflito, mas somos cidadãos de direito, pais de família e trabalhadores e se não tivermos outra opção não nos restará alternativa senão lutar.

Por fim, quero agradecer ao apoio da sociedade, do cidadão comum que nos ouviu e acolheu no momento em que o Estado se calou; bem como aos demais Sindicatos, Associações e veículos de Comunicação, que nos deram visibilidade e credibilidade. Não somos muito, mas fazemos a diferença!

Telma Lino

Diretora da Base Sindical/SINDPOC




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