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terça-feira 14 agosto 2018
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Vergonha: Peritos são impedidos por diretor do ICAP de executaram suas tarefas

Os peritos técnicos que estavam realizando a papiloscopia no veículo envolvido no crime que vitimou a policial militar Dulcineide Bernadete de Souza durante um assalto ao posto de saúde do bairro de Pituaçu, na última segunda-feira (16), foram impedidos pelo diretor do Instituto de Criminalística Afrânio Peixoto (ICAP) de continuar suas atividades.

Com o objetivo de juntar provas o delegado (do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa – DHPP) que investiga o caso requisitou que fosse realizada perícia no carro utilizado pelos criminosos. Acontece que enquanto executavam suas atribuições os peritos foram interrompidos, repreendidos e proibidos pelo diretor do Instituto Luis Geraldo Nascimento Luciano de Sena de continuarem o trabalho.

Inconformados com a atitude os especialistas denunciaram o fato ao SINDPOC. O presidente Marcos Maurício e o secretário-geral Bernardino Gayoso foram prontamente ao Departamento de Polícia Técnica verificar de perto a situação. “Essa coleta de dados é imprescindível para agilizar o processo de identificação dos assassinos e robustecer a investigação”, salientou Marcos ao destacar que com a presença do sindicato os peritos puderam concluir a tarefa.

Enquanto esteve no local o sindicalista conversou ainda com o diretor geral do DPT Elson Jefferson Neves da Silva e relatou a ele toda a sua indignação quanto ao comportamento do diretor do ICAP, de impedir os papiloscopistas de desempenharem a sua função. Para surpresa do presidente sindical Silva afirmou – textualmente – que também não permitiria a realização dos procedimentos periciais de Papiloscopia; e que ainda iria pedir ao delegado que preside o inquérito que anulasse a requisição da perícia.

“Respeitando cada carreira que compõe a Polícia Civil da Bahia, mais uma vez o Sindpoc se faz presente a fim de garantir aos profissionais o direito de executar as suas atribuições”, ressaltou Marcos Maurício ao reafirmar o compromisso do sindicato em lutar pelo reconhecimento e valorização profissional de cada servidor. “A nossa ideia é contribuir cada vez mais para o sucesso da investigação criminal e para isso vamos adotar as providências cabíveis”, disse.

Para Bernardino Gayoso, além do reconhecimento profissional, as ações também devem melhorar o combate à criminalidade. “E poderemos, enfim, trazer para a sociedade o que ela espera de nossa missão: contribuir para a paz”, concluiu.

ASCOM SINDPOC

Texto: Michele Coutinho




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